Que estupidez insana. Esta de não te conseguir tirar da cabeça. Não te tirar de mim. Saí diabo. Diabólico. Nem sei o teu cheiro. Nem te sei. De onde vieste e para onde vais? Onde estás? Dentro. Da minha cabeça. E mal posso esperar pra que saias. Quem me dera. Nao sei se é carnal ou se há algo mais em ti que. Sem voz. Sem esforço. Há algo em ti tão natural que deixo de saber quem sou. Nem sei quem és, nem sei se és tu. Agora que te escrevo pareces tão pequenino. Escrever-te é luxo. Dar-te palco quando nem personagem secundaria és. Absurdo. Mas ainda mais é nem conseguir ler sem te sentir a olhar-me nos olhos. A acariciar o meu sexo como se fosse teu. A procurar a minha mão por entre lençois. Quem és? Será que sofrerei da loucura de querer quem não me quer de volta? Será esse o meu diagnostico? Ou és mesmo tu? Esta obsessão está a tornar-se numa novela e eu mal posso esperar pelo intervalo. Poupem-me. Estava a precisar de deitar cá pra fora. Não posso guardar tudo cá dentro. Da minha cabeça. É que já me dói. Serei eu incapaz de me deitar na minha cama sem te sentir a entranhar no meu corpo? Absurdo.
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