29 julho 2015


Destranco-me das sete chaves quando me repito. E torna-se repetitivo porque o comum aborrece-me. Por vezes dou por mim e não cheguei a trancar-me. Culpo o tempo mas Ele ajuda-me. Fujo por entre ruas que não parecem as minhas mas sinto que as sei de cor. E não paro. O tempo foge-me por entre os dedos mas eu não desisto e continuo a fugir com ele. E não paro. Os ruídos do quotidiano tornam-se a minha música de fundo. E não paro. Atrevem-se a tocar-me e a tentar abrandar-me mas vejo ao fundo do túnel, a vida, e grita como quem sussurra... sou dois dias". E não paro. Desapareço.

2 comentários:

nês disse...

Não pares! Mas não desapareças... E depois o que é feito de mim sem a tua escrita para me encher a alma de vida?!

nês disse...

Tens de espairecer, de libertar a cabeça... Acha a felicidade nas coisas más, sorri do ridículo mas não desistas... Desaparece por aí com aqueles que te confortam e vive intensamente, faz coisas que sempre achaste que não farias e as que sempre quiseste fazer mas nunca tiveste oportunidade. Um dia vai acordar e perceber que já não pensas "Nele" e quando deres realmente conta disso já passou uma semana... E decerto que melhor escrever sobre a felicidade que te preencherá do que a tristeza que te consome neste momento...