06 abril 2017

És de todas as cores. Até daquelas que não simpatizo. Mas, Estás coberto de lilás. Sabe-lo como a palma das tuas mãos. Como (te) adoro.

Dou por mim sentada no vazio à espera que enchas. A sala, o jardim, o quarto, a cama. Por onde passas deixas sempre um bocadinho de ti, em qualquer coisa, em qualquer pessoa. Tens algo que eu nunca vi. Dentro de ti crescem. Coisas que eu nunca conheci. És a caixa mais rara, das surpresas, do riso, da ternura... Há tanto para dizer sobre ti. Há tanto para dizer sobre nós... Nunca me voes; do teu ninho, nosso, nunca saias. Aconteça o que acontecer, nós conseguimos.

27 novembro 2016

Dois passos em direção ao abismo. Mas não caio. Porque cair é para aqueles que pensam e eu recuso-me a pensar. Mas penso. Igualo o meu futuro a uma equação sem solução porque esta sou eu. Cheia de mim mesma e vazia ao mesmo tempo. Ao mesmo tempo. Ao. mesmo. tempo. Faço pausas demoradas na escrita e na fala para que consiga libertar-me de mim mesma.
Em vez disso, sufoco-me.

23 janeiro 2016

Sinto que mereces que te (d)escreva.

03 dezembro 2015

Uma enorme necessidade de te escrever ao ouvido cresce dentro de mim. Sinto-te em forma de sussurros barulhentos e apertões suaves. E como eu me imagino feita de toques teus que me ensinam o quão agradável é continuar a respirar o mesmo ar que o teu, a respirar-te, a consumir-te. E que sejas a droga que nunca acaba. Dava em louca sem ti.